Abertura - 16 de Agosto :: Fechamento – 31 de Agosto
Nem todo cachorro é visto como amigo pelo homem. Nas ruas, em bandos ou sozinhos, os cães vira-latas são alvos de negligência e costumam ser até mesmo enxotados. Para mostrar esses cães numa perspectiva incomum, a exposição “Vira-Raça” estará no II Festival A Gosto da Photographia, no terreiro Ibá Ojí Tundê (bairro do Cabula I, Estrada das Barreiras, três pontos de ônibus após a Uneb), durante todo o mês de agosto. As fotos são do artista plástico Denis Sena e da jornalista Carol Garcia.
Vira-Raça traz uma abordagem documental dos cachorros, em imagens que revelam traços de seu comportamento, ressaltando características nem sempre percebidas. Sábios ou “bons malandros”, sobreviventes do asfalto, resistentes às variações entre sol, sereno e chuva. Seres que enfrentam desde as madrugadas dos vícios e crimes até as horas do ‘rush’, dos caóticos engarrafamentos.
Vira-lata, não! Vira-raça!! É com essa idéia que Denis Sena e Carol Garcia desejam que as fotos cheguem aos espectadores do Festival. “Pois é com muita raça que os cachorros de rua dão a nós, seres sem nenhum pedigree, verdadeiras lições de sobrevivência”, escrevem os autores na apresentação do trabalho.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
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denissena.com
Vira-raça
Denissena e a cadela belinha do Ibá Oji Tundê
Caes de rua
Verdadeiro amigo
Vira-raça - Amem os caes de rua
Vira-raça
A fotografia tem destas facetas. Faz com que apontemos nossos olhares para situações invisíveis aos nossos próprios olhos, nos faz vê além da nossa realidade. O que teria de fotográfico num ensaio sobre os caninos, nossos culturalmente, melhores amigos? Teria o mesmo que as imagens exóticas dos outros mundos orientais, dos negros homens de Pierre Verger, ou o mesmo que dos trabalhadores de Sebastião Salgado, tem também o enredo de uma saga de quem vive sendo atropelado pela própria sorte de ter nascido. Tem dignidade e um laço de memória que ligam o ver ao sentir. Um ensaio que nos faz refletir sobre, não somente o sofrimento, mas a felicidade. Que nos faz parar e pensar. Nosso tempo perdido, nosso tempo não utilizado, na correria da vida moderna. Esquecemos de comportamentos tão viscerais, tão infantis, como o de brincar com nossos animais, brincando nos tornamos mais humanos. Visto a carga de informações e modelos de vida que recebemos diariamente que mais nos afasta do que aproxima de nós mesmos. Esta é a razão deste ensaio fotográfico, feito a partir de uma pesquisa desenvolvida por Denissena [operário cultural], ao longo de um tempo percorrido por ruas da grande cidade. Acredito. É para mostrar um pouco de nós mesmo. Desenvolvido sem a pretensão de virar uma amostra fotográfica, uma exposição, visto que Denissena não se define como fotógrafo e que, ao mesmo tempo, age exatamente como um e diria mais, como um foto pesquisador, aquele que utiliza a imagem para representar e transformar fatos isolados em um grande ensaio-situação, presente no nosso dia-a-dia. A fotografia reconhecida como uma das maiores representantes da nossa arte moderna, torna-se mais contemporânea, quando se ocupa de representações de realidades invisíveis aos nossos tempos, nossos tempos modernos. Este é um exemplo bastante estrutural sobre a nova face de uma mesma da fotografia, que cuida agora de definir não mais o que vemos, mas de transformar coisas vistas em conceitos, transformar conceitos em sentimentos.
Marcelo Reis
A fotografia tem destas facetas. Faz com que apontemos nossos olhares para situações invisíveis aos nossos próprios olhos, nos faz vê além da nossa realidade. O que teria de fotográfico num ensaio sobre os caninos, nossos culturalmente, melhores amigos? Teria o mesmo que as imagens exóticas dos outros mundos orientais, dos negros homens de Pierre Verger, ou o mesmo que dos trabalhadores de Sebastião Salgado, tem também o enredo de uma saga de quem vive sendo atropelado pela própria sorte de ter nascido. Tem dignidade e um laço de memória que ligam o ver ao sentir. Um ensaio que nos faz refletir sobre, não somente o sofrimento, mas a felicidade. Que nos faz parar e pensar. Nosso tempo perdido, nosso tempo não utilizado, na correria da vida moderna. Esquecemos de comportamentos tão viscerais, tão infantis, como o de brincar com nossos animais, brincando nos tornamos mais humanos. Visto a carga de informações e modelos de vida que recebemos diariamente que mais nos afasta do que aproxima de nós mesmos. Esta é a razão deste ensaio fotográfico, feito a partir de uma pesquisa desenvolvida por Denissena [operário cultural], ao longo de um tempo percorrido por ruas da grande cidade. Acredito. É para mostrar um pouco de nós mesmo. Desenvolvido sem a pretensão de virar uma amostra fotográfica, uma exposição, visto que Denissena não se define como fotógrafo e que, ao mesmo tempo, age exatamente como um e diria mais, como um foto pesquisador, aquele que utiliza a imagem para representar e transformar fatos isolados em um grande ensaio-situação, presente no nosso dia-a-dia. A fotografia reconhecida como uma das maiores representantes da nossa arte moderna, torna-se mais contemporânea, quando se ocupa de representações de realidades invisíveis aos nossos tempos, nossos tempos modernos. Este é um exemplo bastante estrutural sobre a nova face de uma mesma da fotografia, que cuida agora de definir não mais o que vemos, mas de transformar coisas vistas em conceitos, transformar conceitos em sentimentos.
Marcelo Reis
- Denissena [made in bahia]
- Operário cultural. Acredita na arte como veículo de comunicação e transformação social. www.denissena.com
Plasticidade digital_ vira-raça
Cão de rua
III Festival Nacional da Fotographia
Exposição Vira-raça no Ilê Axé Ibá Oji Tundê, Quilombo cabula 1
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Vira-raça .2006
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