quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Na espera do rango



Um certo dia da semana,pude registrar essa imagem.Mais um vira-raça ancioso para comer um pedaço de carne.Enquanto muita gente bebia e comia currasco no Bar de D.Neuza,na comunidade do Cabula 1,o cão espera uma migalha para encher seu busto.O cheiro da carne deixava o bichinho ancioso,acho que ele imaginava,que aquele lugar era o seu novo território,e quem sabe as pessoas que estavam ali,poderiam ajudá-lo.Equívoco!
É frequente ver a realidade dos vira-raças abandonados,muitas pessoas não tem a sensibilidade.Na comunidade temos o exemplo do morador Behtys,que ajuda vários vira-raças,dando comida,água,remédios e afeto.Cidadania é exercer sem esperar por ninguém.

Salve os todos os vira-raças em nosso país!

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denissena.com

Vira-raça

Vira-raça
Denissena e a cadela belinha do Ibá Oji Tundê

Caes de rua

Caes de rua
Verdadeiro amigo

Vira-raça - Amem os caes de rua

Vira-raça



A fotografia tem destas facetas. Faz com que apontemos nossos olhares para situações invisíveis aos nossos próprios olhos, nos faz vê além da nossa realidade. O que teria de fotográfico num ensaio sobre os caninos, nossos culturalmente, melhores amigos? Teria o mesmo que as imagens exóticas dos outros mundos orientais, dos negros homens de Pierre Verger, ou o mesmo que dos trabalhadores de Sebastião Salgado, tem também o enredo de uma saga de quem vive sendo atropelado pela própria sorte de ter nascido. Tem dignidade e um laço de memória que ligam o ver ao sentir. Um ensaio que nos faz refletir sobre, não somente o sofrimento, mas a felicidade. Que nos faz parar e pensar. Nosso tempo perdido, nosso tempo não utilizado, na correria da vida moderna. Esquecemos de comportamentos tão viscerais, tão infantis, como o de brincar com nossos animais, brincando nos tornamos mais humanos. Visto a carga de informações e modelos de vida que recebemos diariamente que mais nos afasta do que aproxima de nós mesmos. Esta é a razão deste ensaio fotográfico, feito a partir de uma pesquisa desenvolvida por Denissena [operário cultural], ao longo de um tempo percorrido por ruas da grande cidade. Acredito. É para mostrar um pouco de nós mesmo. Desenvolvido sem a pretensão de virar uma amostra fotográfica, uma exposição, visto que Denissena não se define como fotógrafo e que, ao mesmo tempo, age exatamente como um e diria mais, como um foto pesquisador, aquele que utiliza a imagem para representar e transformar fatos isolados em um grande ensaio-situação, presente no nosso dia-a-dia. A fotografia reconhecida como uma das maiores representantes da nossa arte moderna, torna-se mais contemporânea, quando se ocupa de representações de realidades invisíveis aos nossos tempos, nossos tempos modernos. Este é um exemplo bastante estrutural sobre a nova face de uma mesma da fotografia, que cuida agora de definir não mais o que vemos, mas de transformar coisas vistas em conceitos, transformar conceitos em sentimentos.



Marcelo Reis

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Operário cultural. Acredita na arte como veículo de comunicação e transformação social. www.denissena.com

Plasticidade digital_ vira-raça

Plasticidade digital_ vira-raça
Cão de rua

III Festival Nacional da Fotographia

III Festival Nacional da Fotographia
Exposição Vira-raça no Ilê Axé Ibá Oji Tundê, Quilombo cabula 1

A procura

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Vira-raça .2006