Andar pelas as rua de Salvador é muito fácil de encontrar cachorros de rua, ou seja, vira-latas.Venho pesquisando há 3 anos o comportamento dos cães que vivem nas ruas e nas instituições como a Universidade do estado da Bahia - UNEB, empresas como a Coelba (Energia elétrica) e até mesmo terreiros de Candomblé,além de ser companheiro simbolicamente do Orixá Abaluaê.Fico feliz em ver esses animais que são exclusos e rotulados como vira-latas.Uma coisa é certa...eles são espertos e fazem das ruas uma verdadeira maladragem,conseguem sobreviver nas 4 estações e demarcam territórios. O que me deixa alegre é a maladragem deles,sabem vencer os desafios da vida urbana,são urbanos até o osso! O que me deixa triste, é a perversidade de algumas pessoas que não respeitam esses animais,alguns são violentados e outros morrem nos asfaltos por excesso de velocidade de motoristas,que vivem no stress urbano.Acho que nós devemos está mais atentos aos vira-raças, faço a minha parte.Conheço pessoas que se dedicam a esses animais e lutam em busca de criar uma instituição,algo que não é tão fácil. Uma coisa é certa: os vira-raças são resistentes e fazem da vida uma maladragem coletiva. Nem quero descrever sobre as carrocinhas...Sinto muito mais seguro nas ruas com os vira-raças ,do que os chamados pitbulls, sem dúvidas... são cães da moda e podem te devorar.Salve os vira-raças!!!
http://www.overmundo.com.br/banco/vira-raca-triste-cultura
sábado, 9 de junho de 2007
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denissena.com
Vira-raça
Denissena e a cadela belinha do Ibá Oji Tundê
Caes de rua
Verdadeiro amigo
Vira-raça - Amem os caes de rua
Vira-raça
A fotografia tem destas facetas. Faz com que apontemos nossos olhares para situações invisíveis aos nossos próprios olhos, nos faz vê além da nossa realidade. O que teria de fotográfico num ensaio sobre os caninos, nossos culturalmente, melhores amigos? Teria o mesmo que as imagens exóticas dos outros mundos orientais, dos negros homens de Pierre Verger, ou o mesmo que dos trabalhadores de Sebastião Salgado, tem também o enredo de uma saga de quem vive sendo atropelado pela própria sorte de ter nascido. Tem dignidade e um laço de memória que ligam o ver ao sentir. Um ensaio que nos faz refletir sobre, não somente o sofrimento, mas a felicidade. Que nos faz parar e pensar. Nosso tempo perdido, nosso tempo não utilizado, na correria da vida moderna. Esquecemos de comportamentos tão viscerais, tão infantis, como o de brincar com nossos animais, brincando nos tornamos mais humanos. Visto a carga de informações e modelos de vida que recebemos diariamente que mais nos afasta do que aproxima de nós mesmos. Esta é a razão deste ensaio fotográfico, feito a partir de uma pesquisa desenvolvida por Denissena [operário cultural], ao longo de um tempo percorrido por ruas da grande cidade. Acredito. É para mostrar um pouco de nós mesmo. Desenvolvido sem a pretensão de virar uma amostra fotográfica, uma exposição, visto que Denissena não se define como fotógrafo e que, ao mesmo tempo, age exatamente como um e diria mais, como um foto pesquisador, aquele que utiliza a imagem para representar e transformar fatos isolados em um grande ensaio-situação, presente no nosso dia-a-dia. A fotografia reconhecida como uma das maiores representantes da nossa arte moderna, torna-se mais contemporânea, quando se ocupa de representações de realidades invisíveis aos nossos tempos, nossos tempos modernos. Este é um exemplo bastante estrutural sobre a nova face de uma mesma da fotografia, que cuida agora de definir não mais o que vemos, mas de transformar coisas vistas em conceitos, transformar conceitos em sentimentos.
Marcelo Reis
A fotografia tem destas facetas. Faz com que apontemos nossos olhares para situações invisíveis aos nossos próprios olhos, nos faz vê além da nossa realidade. O que teria de fotográfico num ensaio sobre os caninos, nossos culturalmente, melhores amigos? Teria o mesmo que as imagens exóticas dos outros mundos orientais, dos negros homens de Pierre Verger, ou o mesmo que dos trabalhadores de Sebastião Salgado, tem também o enredo de uma saga de quem vive sendo atropelado pela própria sorte de ter nascido. Tem dignidade e um laço de memória que ligam o ver ao sentir. Um ensaio que nos faz refletir sobre, não somente o sofrimento, mas a felicidade. Que nos faz parar e pensar. Nosso tempo perdido, nosso tempo não utilizado, na correria da vida moderna. Esquecemos de comportamentos tão viscerais, tão infantis, como o de brincar com nossos animais, brincando nos tornamos mais humanos. Visto a carga de informações e modelos de vida que recebemos diariamente que mais nos afasta do que aproxima de nós mesmos. Esta é a razão deste ensaio fotográfico, feito a partir de uma pesquisa desenvolvida por Denissena [operário cultural], ao longo de um tempo percorrido por ruas da grande cidade. Acredito. É para mostrar um pouco de nós mesmo. Desenvolvido sem a pretensão de virar uma amostra fotográfica, uma exposição, visto que Denissena não se define como fotógrafo e que, ao mesmo tempo, age exatamente como um e diria mais, como um foto pesquisador, aquele que utiliza a imagem para representar e transformar fatos isolados em um grande ensaio-situação, presente no nosso dia-a-dia. A fotografia reconhecida como uma das maiores representantes da nossa arte moderna, torna-se mais contemporânea, quando se ocupa de representações de realidades invisíveis aos nossos tempos, nossos tempos modernos. Este é um exemplo bastante estrutural sobre a nova face de uma mesma da fotografia, que cuida agora de definir não mais o que vemos, mas de transformar coisas vistas em conceitos, transformar conceitos em sentimentos.
Marcelo Reis
- Denissena [made in bahia]
- Operário cultural. Acredita na arte como veículo de comunicação e transformação social. www.denissena.com
Plasticidade digital_ vira-raça
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Exposição Vira-raça no Ilê Axé Ibá Oji Tundê, Quilombo cabula 1
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Vira-raça .2006
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